Gordon lamenta erro da Inglaterra, mas vê duelo com a Espanha em pé de igualdade
A Inglaterra de Anthony Gordon saiu de campo com a sensação de ter deixado escapar uma vitória que parecia possível diante da Espanha. Após a derrota por 3 a 2 pela UEFA Nations League, o atacante reconheceu que os erros custaram caro, mas rejeitou a ideia de que exista uma distância real entre as seleções.
O roteiro da partida ajuda a explicar o sentimento inglês. A equipe levou o primeiro gol com pouco mais de um minuto de jogo, depois de uma falha na saída defensiva que terminou com Lamine Yamal abrindo o placar. Ainda assim, a resposta veio em um jogo aberto, com boas transições ofensivas e momentos de muito volume dos dois lados.
Gordon empatou após uma rápida jogada de contra-ataque, e Harry Kane ainda colocou os ingleses na frente com um cabeceio desviado. O cenário parecia favorável até o início do segundo tempo, quando o capitão desperdiçou uma cobrança de pênalti que mudou o rumo da noite.
Pênalti perdido por Kane virou o ponto de virada
Para Gordon, a bola na marca da cal foi o instante mais pesado da partida. Ele avaliou que, se Kane tivesse convertido, a Inglaterra teria ganhado terreno para pressionar a Espanha com mais confiança e ampliar a vantagem.
O atacante também minimizou a cobrança perdida, lembrando que o centroavante raramente falha nessa situação. Mesmo assim, admitiu que, em confrontos desse nível, qualquer erro defensivo ou ofensivo costuma ser punido com rapidez. E foi exatamente isso que aconteceu.
A Espanha aproveitou a brecha. Alex Baena empatou após uma falha do lado esquerdo inglês, e depois serviu Mikel Oyarzabal, que definiu o resultado a favor dos atuais campeões do mundo. Oyarzabal, aliás, voltou a castigar a seleção inglesa depois de já ter marcado o gol decisivo na final da Euro 2024.
Gordon insiste: a Inglaterra pode encarar a Espanha de igual para igual
Apesar do revés, Gordon saiu com uma leitura positiva da atuação inglesa. Em sua visão, a equipe mostrou poder de ataque em alto nível e fez uma partida aberta, intensa e competitiva, com lances que poderiam ter mudado o placar em qualquer direção.
Ao comentar a diferença entre os times, ele foi direto: não enxerga um abismo técnico entre Inglaterra e Espanha. Para o jogador, as duas seleções estiveram no mesmo patamar durante a maior parte do confronto, e o resultado foi definido mais por detalhes do que por superioridade clara de um lado.
Essa percepção também ajuda a explicar o tom de frustração. A Inglaterra começou mal, reagiu bem, virou o placar e ainda teve chance de encaminhar a vitória. Mas falhou nos momentos decisivos, algo que, em jogos contra adversários de elite, costuma ser decisivo.
Uma derrota que deixa lições para o próximo passo inglês
O jogo, para a Inglaterra, ficou marcado por uma mistura de promessa e desperdício. Houve reação, agressividade e boa produção ofensiva, mas também houve vacilos que a Espanha não perdoou. Em um duelo tão equilibrado, o preço de uma hesitação costuma ser alto.
Gordon preferiu olhar para a competitividade da equipe em vez de transformar a derrota em sinal de alerta excessivo. A mensagem dele é clara: a seleção inglesa ainda acredita que pode bater a Espanha, inclusive em um cenário maior, com peso de decisão e margem menor para erros.
Se a confiança nem sempre se converte em vitória, como o próprio atacante admitiu, ao menos a atuação deixou uma pista importante sobre o momento da equipe. A Inglaterra saiu derrotada, mas também com a sensação de que ainda pode brigar de igual para igual com uma das seleções mais fortes do ciclo.