Disney+ admite falha em intervalo não programado na Champions League Feminina


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Disney+ admite falha em intervalo não programado na Champions League Feminina

Intervalo Disney+ em plena partida da Champions League Feminina virou assunto depois de uma interrupção de três minutos que não estava prevista na transmissão. O corte aconteceu no duelo entre Arsenal e HB Køge, ainda no segundo tempo, quando o placar seguia em 0 a 0. A plataforma confirmou que se tratou de um problema técnico e disse entender a frustração causada aos espectadores.

A falha foi apenas uma das várias críticas direcionadas à cobertura da noite, que misturou análise, entretenimento e alguns elementos considerados exagerados por parte do público. Entre eles, houve uma participação de um cachorro com 137 mil seguidores no Instagram, além de um piso giratório e até uma tábua de vegetais servida no estúdio. Para muitos fãs, o pacote passou do ponto e tirou foco do futebol.

Transmissão da Disney+ vira alvo de críticas por excesso de gimmicks

O programa de estúdio, chamado de “The Hangout”, foi apresentado por Alex Scott ao lado da ex-atacante da Inglaterra Lianne Sanderson, dos criadores de conteúdo Alex Bailess e Tyra Mills, além do cão Barley Boy. A presença do animal não recebeu explicação além de sua popularidade nas redes sociais, o que alimentou o debate sobre o rumo da cobertura.

Segundo a Disney, a proposta do formato era oferecer uma experiência diferente no dia de jogo, com aquecimento pré-partida, análise no intervalo e reação após o apito final. Antes da primeira rodada, a empresa havia prometido combinar análise especializada, novas perspectivas e interação com torcedores. Na prática, porém, a noite acabou marcada por problemas técnicos que desviaram a atenção do que realmente importava: a bola rolando.

Houve relatos de jogadoras esperando para conceder entrevista, mas sem conseguir ouvir as perguntas feitas do estúdio. Também apareceram falhas de sincronização de áudio, câmeras com almofadas obstruindo a visão de Scott e até um piso giratório que parecia ter vida própria. Em Milão, o repórter Roberto Perrone, que acompanhava Inter de Milão x Häcken, também enfrentou dificuldades de som.

Disney+ emite posicionamento e promete evitar novo erro

Após a repercussão, a Disney confirmou que o intervalo comercial surgiu de forma involuntária, por causa de uma falha técnica. A empresa afirmou compreender o desconforto gerado e disse estar tomando medidas para que o problema não se repita. Em uma competição desse tamanho, qualquer interrupção fora de hora ganha peso redobrado.

O episódio também reacendeu uma discussão antiga sobre o tipo de cobertura oferecida ao futebol feminino. Parte do público criticou a mistura de análise com atrações vistas como deslocadas. Para esses torcedores, a modalidade já tem força suficiente para ser tratada com o mesmo rigor editorial dedicado a outras grandes competições.

Nas redes, uma linha de argumentação apareceu com frequência: no futebol masculino, há espaço tanto para programas mais analíticos quanto para conteúdos leves, mas no feminino muitas vezes tudo precisa caber no mesmo formato. A sensação de improviso, nesse caso, acabou reforçando a percepção de que o produto não estava pronto para uma noite de Champions League.

Arsenal vence no campo, apesar do ruído fora dele

No meio de toda a confusão, o Arsenal fez sua parte. O time inglês venceu o HB Køge por 1 a 0 na estreia desta edição, graças a um pênalti convertido por Mariona Caldentey já nos acréscimos. Foi um início com susto, mas também com os três pontos que interessavam às londrinas.

Essa foi a segunda temporada da Champions League Feminina transmitida pela Disney+, com partidas produzidas pela ESPN. O encontro desta terça-feira mostrou, no entanto, que a operação ainda precisa de ajustes importantes se a ideia for transformar o projeto em referência de cobertura. Quando a tecnologia falha e o excesso de recursos chama mais atenção que o jogo, a transmissão perde força.

A programação segue na quarta-feira, quando o Chelsea recebe o Austria Wien às 20h, no horário de Brasília. Depois da noite turbulenta, a expectativa é simples: menos ruído, menos improviso e mais futebol em destaque.

Para a UEFA e para o ecossistema da competição, o recado também é claro. A Champions League Feminina pede apresentação profissional, leitura de jogo e respeito ao espetáculo esportivo. Se a promessa é ampliar a visibilidade, o caminho passa por uma cobertura que ajude a valorizar, e não a distrair, o produto em campo.

Autor

Jornalista esportiva e Editora | 12 anos de experiência

  • Futebol de clubes
  • mercado de transferências
  • jornalismo esportivo digital

Fernanda Castelo é jornalista esportiva e editora com 12 anos de experiência na mídia digital e impressa. Graduada em Jornalismo pela PUC-SP, com especialização em Gestão Esportiva. Especializada no futebol de clubes brasileiro, mercado de transferências e aspectos financeiros do esporte. Acredita que o jornalismo esportivo deve ser honesto com o torcedor — sem clickbait e sem rumores não verificados. No Ganhador24, supervisiona a política editorial e produz conteúdos sobre o futebol de clubes no Brasil.

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