Escócia aposta em força máxima e reforços para a fase decisiva das Eliminatórias
A FIFA e a reta final das Eliminatórias ganham um novo capítulo com a convocação da Escócia, que volta a mexer em peças importantes para a disputa do mata-mata. Martha Thomas, da Newcastle, e a defensora Sophie Howard, do Como, estão de volta ao grupo após ficarem fora da última janela, quando a equipe enfrentou Israel na rodada dupla classificatória.
A lista também traz o retorno de Freya Gregory, companheira de Thomas no Newcastle, e da meio-campista Maria McAneny, do Celtic. Ela não atuava desde março, quando marcou na goleada por sete gols sobre Luxemburgo. A técnica da seleção, Melissa Andreatta, sinalizou com clareza que quer elenco competitivo e com alternativas reais para um torneio longo.
Do outro lado, algumas peças perderam espaço nesta convocação. As defensoras Leah Eddie e Kenzie Weir ficaram fora, assim como as atacantes Eilidh Adams e Laura Berry. Já Mia McAulay, chamada em cima da hora para a rodada dupla de junho, manteve seu lugar e segue como uma das jovens observadas de perto pela comissão técnica.
Escócia volta a mirar o peso do elenco na reta final
Andreatta tem motivos para tratar a profundidade do grupo como prioridade. A Escócia terminou na liderança da sua chave, beneficiada pelo saldo de gols, com vantagem mínima sobre a Bélgica, segunda colocada. Agora, a seleção está a quatro partidas de alcançar o primeiro grande torneio desde a Copa do Mundo de 2019.
O contexto dá dimensão à escolha da treinadora. A equipe ficou fora das duas últimas Eurocopas e também da Copa do Mundo de 2023. Por isso, cada convocação passa a ser mais do que uma lista de nomes: ela funciona como teste de consistência, encaixe e prontidão para enfrentar um caminho de exigência máxima.
Andreatta conhece bem esse cenário. Antes de assumir a Seleção Escocesa, ela esteve na Copa do Mundo da Austrália como assistente da seleção australiana. A experiência, ao que tudo indica, reforçou sua leitura sobre a importância de ter mais do que um núcleo fixo de titulares para avançar em competições eliminatórias.
Convocação da Escócia reforça a busca por profundidade e versatilidade
A treinadora deixou claro que a ideia é montar um grupo capaz de responder a diferentes cenários. Em sua avaliação, torneios e partidas decisivas exigem mais do que um elenco curto, e a equipe precisa estar preparada para rodar posições e manter o estilo ofensivo sem perder intensidade.
Esse raciocínio ajuda a explicar a volta de jogadoras com perfis variados. Há defensoras experientes, meio-campistas de peso internacional e atacantes que podem oferecer mobilidade em diferentes funções. A lógica é construir uma seleção em forma, com peças que já atuem em vários setores e ajudem a sustentar o modelo de jogo.
Também chama atenção a presença de nomes que atuam em ligas de referência fora da Escócia. O grupo reúne atletas da Inglaterra, Itália, França, Estados Unidos e até da Noruega, além de clubes escoceses. Essa dispersão fortalece o leque de soluções e amplia a bagagem competitiva da equipe.
Lista final reúne retornos, continuidade e opções para o ataque
Entre as goleiras, foram chamadas Eartha Cumings, do Manchester City, Lee Gibson, do Glasgow City, e Sandy MacIver, do Washington Spirit. Na defesa, aparecem Georgia Brown, Jenna Clark, Nicola Docherty, Sophie Howard, Emma Lawton, Rachel McLauchlan e Amy Muir.
O meio-campo junta nomes de expressão e alternativas promissoras. Estão na relação Chelsea Cornet, Erin Cuthbert, Christy Grimshaw, Sam Kerr, Kirsty Maclean, Maria McAneny, Miri Taylor e Caroline Weir. Já o setor ofensivo conta com Lauren Davidson, Claire Emslie, Freya Gregory, Kirsty Hanson, Kirsty Howat, Mia McAulay, Kathleen McGovern e Martha Thomas.
Com essa base, a Escócia entra na fase mais delicada da campanha com uma mensagem objetiva: não basta ter onze titulares fortes. A seleção quer chegar ao próximo nível com um elenco amplo, competitivo e capaz de sustentar pressão, viagens e jogos decisivos. É esse o tipo de margem que costuma separar uma classificação histórica de mais uma frustração.