Jeffrey De Lange carrega o peso do início ruim do OM
Jeffrey De Lange vive um começo de temporada pesado no Olympique de Marseille. O goleiro holandês, que era a opção imediata atrás de Geronimo Rulli na última temporada, passou a ser o único nome com experiência profissional no setor em um elenco enxuto, e isso aumentou sua exposição. Quando a defesa falha com tanta frequência, cada chegada adversária vira teste de resistência.
O problema é que o camisa 28 ainda não conseguiu transformar a pressão em segurança para a torcida. Em jogos como os duelos diante de Besiktas e PSG, o OM sofreu gols em lances que reforçaram a sensação de fragilidade defensiva, e De Lange não conseguiu aparecer com defesas marcantes. A impressão geral é de um goleiro muito exigido, mas pouco decisivo.
Jeffrey De Lange e a defesa mais vazada em finalizações certas
Os números ajudam a explicar por que a cobrança cresceu. Na Ligue 1, o OM é o time que mais permite finalizações no alvo ao adversário. Ao lado do Angers, a equipe marseileza já cedeu 31 chutes certos nesta edição do campeonato, uma marca alta e preocupante para qualquer defesa.
Esse volume se traduziu em oito gols sofridos, o que evidencia a dificuldade do setor em proteger sua área. De Lange, naturalmente, acaba sobrecarregado, mas seu índice de defesas de 74% não o coloca entre os goleiros mais eficientes da competição. Não se trata apenas de bolas defendíveis ou indefensáveis; o dado principal é que o OM deixa o rival finalizar demais.
Jeffrey De Lange sob pressão, mas sem concorrência real
Há também um ponto estrutural que agrava o cenário. O elenco do Olympique de Marseille não oferece, por enquanto, concorrência real para o posto. Nomes como Théo Vermot e Jelle Van Neck seguem sem perspectiva concreta de entrar na disputa imediata pela titularidade.
Isso significa que De Lange precisa conviver ao mesmo tempo com a responsabilidade da função e com a ausência de alternativa interna. Depois do jogo contra o Monaco, ele admitiu a possibilidade de ter cometido erros custosos e prometeu tomar decisões melhores. A resposta, pelo menos até aqui, ainda não apareceu no campo.
O desafio para o OM passa por proteger melhor seu goleiro
A comparação com outros times da mesma faixa de números deixa a situação ainda mais incômoda. O Angers também sofreu 31 finalizações no alvo, mas saiu dessa sequência com apenas cinco gols sofridos, sustentado por 84% de defesas de Anthony Lopes. A diferença, nesse caso, escancara o tamanho do problema defensivo do OM.
Assim, a missão do clube vai além de esperar mais do seu goleiro. A equipe precisa reduzir as brechas, encurtar espaços e evitar que o adversário encontre tanta facilidade para acertar a meta. Sem essa correção, Jeffrey De Lange continuará sob fogo constante, e a defesa marseilesa seguirá como um dos maiores obstáculos do início de campanha.
O cenário, por ora, pede ajustes rápidos e consistentes. Com a temporada ainda em estágio inicial, o OM sabe que seguir oferecendo tantos espaços pode custar caro ao longo do percurso. E, para um goleiro sem concorrência real e muito exigido, cada novo jogo tende a pesar ainda mais.