Rooney vê em Lewis-Skelly uma solução óbvia para o Manchester United
Myles Lewis-Skelly entrou no radar de Wayne Rooney como uma contratação que o Manchester United não deveria hesitar em fazer. O ex-atacante chamou o jovem do Arsenal de “no-brainer” após demonstrar preocupação com a atuação de Luke Shaw na pré-temporada contra o AC Milan.
A leitura de Rooney vem em um momento em que o clube de Old Trafford ainda procura ajustar peças importantes do elenco. Até aqui, o mercado foi discreto, com apenas duas chegadas para o meio-campo: Andrey Santos e Youri Tielemans. A lateral esquerda, porém, continua como uma das maiores dúvidas.
Luke Shaw volta a gerar desconfiança na lateral esquerda
A fragilidade apareceu com força na derrota por 4 a 2 para o Milan, em um jogo que expôs dificuldades defensivas do United. Shaw, de 31 anos, não viveu uma tarde segura e virou alvo de críticas após a atuação abaixo do esperado.
Rooney reconheceu que o lateral teve uma boa última temporada, mas foi direto ao dizer que não vê condições de depender dele o ano inteiro. A avaliação é especialmente sensível porque a posição exige regularidade, algo que o inglês, por histórico, nem sempre conseguiu entregar ao longo das campanhas.
Além disso, o cenário aumenta a pressão sobre a comissão técnica para encontrar uma alternativa confiável. Sem uma peça sólida pelo lado esquerdo, o time corre o risco de repetir um problema que já apareceu em outras fases recentes.
Por que Lewis-Skelly chama tanta atenção
Na visão de Rooney, Lewis-Skelly reúne características raras para um jogador jovem e acessível. O ex-jogador destacou a versatilidade do atleta, capaz de atuar como lateral-esquerdo e também no meio-campo, o que ampliaria as opções táticas do United.
Esse perfil agrada porque resolve mais de uma questão ao mesmo tempo. O clube ganharia profundidade na defesa e, ao mesmo tempo, uma peça com margem de evolução e capacidade de se adaptar a funções diferentes ao longo da temporada.
Rooney também apontou o fato de o nome circular como uma oportunidade de mercado por valor baixo. Para ele, quando um jogador jovem oferece repertório técnico e flexibilidade, a chance de contratação passa a ser quase automática.
O meio-campo também preocupa Rooney no Manchester United
As dúvidas do ídolo do United não param na lateral. Mesmo com as chegadas de Santos e Tielemans, Rooney ainda enxerga um meio-campo com pouca imposição física e sem o tipo de presença que costuma mandar no centro do jogo.
Ele defendeu a contratação de um volante ou meio-campista de área a área, forte na marcação, capaz de conduzir a bola e encontrar passes verticais. Na avaliação dele, o setor atual tem perfis parecidos demais, com atletas mais leves e sem tanta explosão.
Rooney citou como referência um perfil semelhante ao de Amadou Onana, hoje no Aston Villa, sem necessariamente defender esse nome específico. A ideia, no entanto, é clara: o United precisa de um jogador que acrescente força, cobertura e chegada ao setor mais sensível do time.
O desafio para a primeira temporada completa de Carrick
O debate sobre reforços ganha peso porque o United se aproxima da primeira temporada completa de Michael Carrick no comando. Com o elenco ainda em montagem, cada decisão de mercado tende a influenciar diretamente o funcionamento da equipe ao longo do campeonato.
Nesse contexto, a avaliação de Rooney funciona quase como um alerta. O clube precisa corrigir fragilidades sem perder equilíbrio, e isso passa tanto pela lateral esquerda quanto pelo corredor central, onde o time ainda parece buscar uma identidade mais robusta.
Se a diretoria decidir avançar por nomes jovens e versáteis, Lewis-Skelly pode se encaixar bem nessa estratégia. Afinal, poucos reforços entregam ao mesmo tempo potencial, cobertura tática e a chance de preencher uma lacuna evidente no elenco.
Para acompanhar o cenário internacional e a organização das competições, vale consultar a FIFA.