Turnover de Haise custa caro ao Rennes em Lyon


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Turnover de Haise custa caro ao Rennes em Lyon

Rennes saiu de Lyon com uma derrota pesada, e a decisão de Franck Haise de mexer demais na equipe virou o principal assunto da rodada. Às vésperas da pausa internacional, o treinador apostou em um amplo rodízio depois da sequência de viagem à Áustria, na quarta-feira, e da passagem por um estágio na Eslovênia. O plano, no entanto, desmoronou diante de um Olympique de Lyon muito mais sólido e eficiente.

A leitura que ficou para os torcedores foi dura. O Rennes, que ainda alimenta ambições europeias, entrou em campo com alterações profundas, sobretudo no ataque e na defesa, com a exceção de Cresswell. O resultado foi um time sem encaixe, vulnerável e com pouca resposta coletiva em uma partida que deveria medir forças entre candidatos à parte de cima da tabela.

A decisão de Franck Haise que pesou na derrota

Franck Haise assumiu a responsabilidade após o placar elástico. O técnico reconheceu que, com sete mudanças e a goleada sofrida, o primeiro culpado era ele mesmo. Foi uma admissão direta, sem tentativa de dividir a conta logo de saída, embora tenha defendido a lógica por trás das escolhas.

Na prática, o rodízio afetou os dois lados do campo. A alteração completa da linha ofensiva e quase toda a defesa tirou consistência do Rennes e expôs jogadores que não conseguiram responder no mesmo nível. A equipe se desorganizou cedo, perdeu confiança e terminou produzindo uma atuação muito abaixo do que vinha apresentando neste início de temporada.

Entre os nomes mais citados no revés, Merlin saiu especialmente mal na avaliação da imprensa local, enquanto Mayenda, Dia e Frankowski também passaram em branco. O cenário reforçou a impressão de que o time breton entregou uma das atuações mais pobres da sua campanha recente.

Rennes sem Lepaul e com ataque fora de sintonia

Uma das decisões que mais chamou atenção foi a ausência de Estéban Lepaul entre os titulares. Principal referência ofensiva do Rennes, ele começou no banco, o que aumentou a estranheza entre os torcedores e alimentou a crítica ao planejamento do jogo. Haise explicou a opção com base no desgaste do atacante e no acúmulo de partidas.

Segundo o treinador, Lepaul vinha entregando muito e havia começado todas as partidas. Além disso, o departamento técnico acompanha os dados físicos com atenção, e a leitura interna é de que a equipe precisa manter um alto volume de corrida e esforço para competir. O argumento faz sentido dentro da gestão de carga, mas perdeu força diante do placar final.

Haise também disse que não sabe se a presença de apenas um, dois ou três dos homens de frente teria mudado a noite em Lyon. Foi uma resposta sincera, embora pouco reconfortante para quem esperava um Rennes mais competitivo em um confronto direto por objetivos europeus.

Pressão aumenta após um tropeço em confronto direto

Mais do que os quatro gols sofridos, o peso da derrota está no contexto. O Rennes vivia um começo de temporada considerado positivo e chegou a Lyon em uma condição que permitia sonhar com uma afirmação maior. Porém, a goleada contra um rival declarado na briga por vagas europeias esfriou esse impulso e expôs limites importantes.

Para Haise, o desafio agora é administrar a reação interna depois de um revés que mexe com a confiança do grupo e com a relação com a arquibancada. Os torcedores saíram incomodados não apenas pelo placar, mas pela sensação de que o jogo foi sacrificado antes mesmo de a bola rolar.

O técnico, ao menos, não tentou fugir da cobrança. Disse que não pretende se arrepender das escolhas, ainda que o resultado tenha sido devastador. A partir daqui, o Rennes terá de transformar essa queda em lição, porque a corrida por objetivos maiores não costuma perdoar noites tão mal administradas.

Para seguir acompanhando o impacto desse tipo de resultado no cenário europeu e nas competições internacionais, vale conferir os dados e regulamentos oficiais da FIFA.

Autor

Jornalista esportivo sênior | 11 anos de experiência

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Carlos Mendes é jornalista esportivo sênior com 11 anos de experiência na mídia esportiva brasileira e internacional. Formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Especializado no Campeonato Brasileiro Série A, Copa Libertadores e jogos da Seleção Brasileira. Ao longo da carreira, cobriu diversas edições da Copa América e outros grandes torneios internacionais. Segue um princípio claro: todo conteúdo deve ser baseado exclusivamente em fontes verificadas e estatísticas oficiais. No Ganhador24, é responsável pela análise pré-jogo, cobertura de torneios e análises aprofundadas dos principais eventos da temporada futebolística.

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