Tottenham vive seca de gols e Jamie Redknapp dispara críticas após novo empate sem brilho
A seca de gols do Tottenham virou o principal assunto em Londres depois do empate sem gols com o Everton, no último sábado. O time completou quatro partidas seguidas sem marcar na Premier League, e Jamie Redknapp tratou o cenário como “absolutamente diabolicamente” ruim, ao lembrar o investimento de £300 milhões no elenco.
O quadro incomoda ainda mais porque Roberto De Zerbi recebeu reforços em peso após livrar o clube do rebaixamento na temporada anterior. Mesmo assim, os 10 reforços ainda não encontraram encaixe, e a equipe continua sem transformar posse e volume em chances claras.
Tottenham cria pouco e reforça sensação de desequilíbrio
Diante do Everton, mais da metade das novas peças começou a partida, mas o efeito foi limitado. O Tottenham terminou a rodada com apenas dois chutes no alvo e pouca presença real na área adversária. Um deles saiu dos pés de Mateus Fernandes, contratação de £85 milhões.
Já nomes como Sandro Tonali e Savio, que poderiam custar juntos cerca de £185 milhões, passaram longe de mudar o ritmo ofensivo. A equipe até mostra mais segurança sem a bola, porém a ausência de poder de decisão no terço final está virando um problema central.
Redknapp resumiu a preocupação ao afirmar que, depois de gastar tanto, não imaginava ver dificuldade para fazer gols. Para ele, ficar seis horas sem balançar a rede é algo simplesmente inaceitável. O ex-jogador do clube também apontou falta de equilíbrio no time e uma série de ajustes necessários para que o ataque funcione.
Jamie Redknapp e Ashley Young elevam o tom nas críticas
A leitura dura de Redknapp encontrou eco em Ashley Young, que também não aliviou na análise. O ex-jogador afirmou que, do ponto de vista profissional, passar seis horas sem marcar é uma vergonha e exige uma conversa séria entre os atletas.
Young foi além ao dizer que o elenco contratado não está entregando gols, nem criando o suficiente para parecer uma equipe com capacidade de decidir partidas. A avaliação reforça a pressão sobre o grupo, sobretudo porque o investimento foi alto e a resposta em campo ainda é muito baixa.
Esse tipo de cobrança pública não resolve o problema sozinho, mas ajuda a dimensionar o tamanho da preocupação. Quando a produção ofensiva some por tantas rodadas, o debate deixa de ser apenas sobre resultado e passa a envolver confiança, encaixe e escolhas do treinador.
De Zerbi defende a evolução do Tottenham, mas cobra paciência
Na outra ponta, Roberto De Zerbi tentou defender o processo, embora sem suavizar o diagnóstico. O treinador reconheceu que chegou a um ambiente já desorganizado e disse que a evolução não acontece de forma imediata. Também afirmou que o time, ao menos, atuou como um grupo mais coeso diante do Everton.
Segundo ele, o comportamento dos jogadores foi aceitável, e a orientação no vestiário foi para manter a calma. De Zerbi pediu foco em trabalho, confiança e melhora individual, além de mencionar uma conversa com Mathys Tel após o apito final para esclarecer sua posição na partida.
Há um contraste evidente entre o discurso de paciência e a impaciência do ambiente. O Tottenham pode até ter ficado mais sólido defensivamente, mas a ausência de gols já pesa sobre a rotina do clube e pressiona qualquer tentativa de construir estabilidade.
Tottenham encara sequência decisiva na Copa da Liga e na Premier League
Apesar da crise de pontaria no campeonato, o time ao menos marcou cinco vezes na temporada — todas na vitória sobre o Charlton, pela Carabao Cup. A próxima chance de manter essa frente viva será na terça-feira que vem, em visita ao Liverpool, pela mesma competição.
Na Premier League, o calendário também não dá trégua. O próximo compromisso será no sábado, em casa, contra o Aston Villa, que só conseguiu fazer seu primeiro gol na competição na quarta rodada. Para o Tottenham, a partida ganhou peso extra: além da busca por pontos, o time precisa enfim quebrar o jejum e devolver alguma normalidade ao ataque.
Se a produção continuar travada, a pressão sobre elenco e comissão tende a crescer rapidamente. O investimento foi alto, as expectativas também, e a margem para novos tropeços começa a encolher com força.