Mokwena acelera ajustes no Pyramids e mira trio para ganhar espaço
O Pyramids entra na pausa internacional com Rulani Mokwena já pensando além do curto prazo. O treinador sul-africano aproveita o intervalo para lapidar três nomes que podem assumir papéis mais relevantes na sequência da temporada: Mostafa Fathi, Abdelrahman Magdy e Ahmed Atef, conhecido como “Qatta”.
A ideia do técnico é simples e pragmática. Em vez de perder ritmo durante a paralisação, o clube quer transformar o período em uma espécie de laboratório, com avaliações individuais e jogos-treino para manter o elenco afiado. Num calendário que já mistura compromissos domésticos e continentais, qualquer semana de trabalho ganha peso extra.
Pausa internacional vira teste de profundidade no elenco
Mokwena tem encontrado um início quase impecável no comando da equipe. Desde a chegada ao clube, vindo do Al-Ittihad, ele acumulou cinco vitórias em cinco jogos na liga egípcia e ainda conduziu o Pyramids à segunda fase preliminar da Liga dos Campeões da CAF.
Esse cenário ajuda a explicar a atenção especial ao elenco neste momento. A comissão técnica pretende observar, com mais detalhe, a condição física e o nível técnico dos atletas que não forem convocados por seleções. A proposta é manter competitividade interna e reduzir o risco de queda de rendimento quando a temporada apertar.
Mokwena aposta em Mostafa Fathi, Magdy e Qatta
Os três jogadores observados mais de perto na pausa são peças que podem ganhar espaço gradualmente. Mostafa Fathi, Abdelrahman Magdy e Ahmed Atef “Qatta” entram na lista de atletas que Mokwena quer preparar para funções maiores ao longo da campanha.
Não se trata de uma mudança brusca, mas de um trabalho de construção. O treinador quer avaliar quem está pronto para responder com regularidade, sobretudo em um momento em que o time precisará alternar intensidade, posse de bola e força física para competir em duas frentes.
Os amistosos planejados durante a paralisação devem servir justamente para isso: testar encaixes, medir respostas e dar minutos a quem precisa de ritmo. Em clubes com calendário pesado, essa janela costuma separar os jogadores que apenas compõem o grupo daqueles que realmente viram opções confiáveis.
Everton perde espaço e fica fora dos planos por enquanto
Se alguns nomes ganham projeção, outros parecem ter perdido terreno. O brasileiro Everton, que chegou ao clube antes da última temporada, vive uma situação bem diferente sob o comando de Mokwena. A tendência, neste momento, é de afastamento dos planos do treinador.
Mesmo tendo participado de 32 partidas na temporada passada, o atacante aparece na periferia do elenco atual. Ele atuou apenas na estreia da liga, contra o Ghazl El Mahalla, e depois disso ficou no banco diante do Abu Qir Fertilisers sem sair para o jogo.
Na sequência, sequer foi relacionado para os compromissos contra Al Masry, Enppi e El Gouna. O desenho é claro: neste momento, Everton não figura entre as principais alternativas do técnico, enquanto o Pyramids ajusta a equipe para a maratona que vem pela frente.
Elenco será cobrado em físico e técnica na retomada
O foco de Mokwena na pausa não se limita à recuperação. Ele quer um time mais forte fisicamente e mais consistente tecnicamente para encarar uma agenda que promete exigir muito em competições nacionais e continentais. A movimentação faz sentido para uma equipe que já largou bem e tenta sustentar o bom momento com profundidade de elenco.
Na prática, a pausa pode funcionar como divisor de águas. Quem aproveitar o período para convencer o treinador tende a ganhar posição na hierarquia do grupo. Quem não responder, por outro lado, pode ver o espaço diminuir ainda mais em um Pyramids que começa a temporada com ambição alta e pouco tempo para hesitação.