Frank McCourt mantém a linha e não pretende mudar o rumo do OM


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Frank McCourt mantém a linha e não pretende mudar o rumo do OM

O OM de Frank McCourt entra numa semana delicada, mas a estratégia do proprietário não deve mudar, mesmo se a equipe acumular cinco derrotas consecutivas. O cenário é incômodo, claro: depois da boa estreia contra o RC Strasbourg, a confiança evaporou rapidamente com os tropeços diante de Monaco, Paris FC e Rennes. Agora, o calendário empurra o clube para dois testes pesados, primeiro contra o Besiktas, na Turquia, e depois diante de um PSG em crescimento e apontado como favorito.

A sequência ajuda a explicar a tensão em Marselha. O time ainda não fez pontos nessas partidas mais recentes, embora tenha deixado a impressão de competir em alguns momentos. Ainda assim, o efeito na tabela pesa, sobretudo porque a margem para erro é curta e o ambiente se torna mais sensível a cada resultado negativo.

O OM de Frank McCourt não quer precipitar decisões

Mesmo com a possibilidade real de duas novas derrotas, a direção não trabalha com ruptura imediata. A leitura que circula no clube é de que não haverá reação impulsiva durante a longa paralisação internacional de setembro e outubro. Serão três semanas sem jogos, o que amplia a pressão emocional sobre o torcedor, mas também dá tempo para esfriar a crise antes de qualquer passo mais duro.

Nos bastidores, a ideia é segurar a turbulência e evitar mudanças caras e pouco práticas neste momento. A comissão técnica entende que o elenco é limitado e que o trabalho precisa de continuidade para render mais. O objetivo inicial, dentro dessa realidade, passa por estabilizar a equipe e lutar por uma campanha que a mantenha na primeira parte da tabela.

Bruno Genesio, nesse cenário, recebe o benefício do tempo. O clube considera que seria cedo demais para descartar um projeto que acabou de começar a ser construído. Há, inclusive, a percepção de que um treinador, agora, não seria visto internamente como a resposta ideal para os problemas atuais.

Semana pesada pode ampliar a pressão sobre o elenco

O desafio imediato é duplo e exigente. O Besiktas aparece como um adversário complicado, ainda mais com um elenco modificado para essa partida. Em seguida, o PSG surge como outro obstáculo de enorme peso, não só pela qualidade individual, mas também pelo momento ascendente que o time parisiense atravessa.

Se a série ruim aumentar, o impacto será inevitável na classificação e também no humor da arquibancada. Uma queda prolongada em setembro costuma mexer com o ambiente do clube, sobretudo quando não existe uma resposta convincente dentro de campo. Ainda assim, a gestão prefere trabalhar com paciência e evitar decisões guiadas apenas pelo resultado da semana.

Há, também, uma variável interessante: alguns jovens têm aproveitado as oportunidades e podem se transformar em pontos de esperança no curto prazo. Essa é uma das poucas notícias positivas num momento em que o desempenho geral ainda está longe do ideal. Se alguém conseguir crescer nessa fase, o OM pode ao menos encontrar sinais de reação.

McCourt também não planeja mexer na propriedade do clube

Se a torcida sonha com uma virada mais profunda, ela não passa, neste momento, por uma troca de dono. O sentimento de frustração existe, mas não há indicação de que Frank McCourt vá abrir mão do controle do clube. Ao contrário, o norte-americano estaria satisfeito com as vendas realizadas neste verão e com a redução esperada do déficit ao longo da temporada.

Isso ajuda a explicar por que o cenário administrativo segue distante de uma revolução. A leitura interna é de contenção financeira e de tentativa de equilíbrio, não de ruptura. Para o torcedor, porém, esse desenho não resolve o principal problema: a necessidade urgente de resultados mais consistentes.

Em meio a essa combinação de cobrança esportiva e prudência nos bastidores, o OM chega a uma semana que pode marcar o tom do início de temporada. O clube não parece disposto a agir no impulso. A aposta, por enquanto, é suportar a pressão, proteger o trabalho de Genesio e esperar que o campo ofereça uma resposta antes que a crise ganhe dimensões maiores.

Autor

Jornalista esportiva e Editora | 12 anos de experiência

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Fernanda Castelo é jornalista esportiva e editora com 12 anos de experiência na mídia digital e impressa. Graduada em Jornalismo pela PUC-SP, com especialização em Gestão Esportiva. Especializada no futebol de clubes brasileiro, mercado de transferências e aspectos financeiros do esporte. Acredita que o jornalismo esportivo deve ser honesto com o torcedor — sem clickbait e sem rumores não verificados. No Ganhador24, supervisiona a política editorial e produz conteúdos sobre o futebol de clubes no Brasil.

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