Divine Mukasa brilha, e o West Ham encontra a primeira vitória na liga
Divine Mukasa foi o nome da tarde na vitória do West Ham por 4 a 2 sobre o Wolves, no London Stadium, em um resultado que colocou fim ao início hesitante da equipe na temporada. O jovem emprestado pelo Manchester City marcou duas vezes, sendo que o primeiro gol saiu em um chute forte de longa distância, daqueles que mudam o tom de uma partida. Para Nuno Espírito Santo, o impacto do meia-atacante foi imediato e valioso.
O triunfo veio em um momento sensível. O West Ham havia somado apenas dois pontos nas três primeiras rodadas da liga, e a pressão sobre o treinador já começava a crescer. Contra o antigo clube, Nuno ganhou um respiro importante e viu seu time deixar o gramado com a sensação de que, ao menos por uma noite, a equipe respondeu à cobrança.
Divine Mukasa e o gol que abriu o caminho
O lance que mais chamou atenção foi o primeiro gol de Mukasa. A finalização de fora da área mostrou personalidade e técnica, além de servir como porta de entrada para uma atuação muito segura do jovem. Não foi só o arremate que agradou: o treinador destacou também a leitura de espaço, a circulação de bola e a participação defensiva do jogador no meio-campo.
Nuno foi enfático ao elogiar o atleta, dizendo que ficou satisfeito não apenas pelos gols, mas pela forma como ele se posicionou e ajudou a equipe. O português também lembrou que o jogador ainda tem muito a evoluir, embora tenha ressaltado o valor de contar com alguém capaz de entregar qualidade e, ao mesmo tempo, intensidade sem a bola.
Divine Mukasa dá novo fôlego ao West Ham
O desempenho de Mukasa ganhou ainda mais peso porque veio em um jogo que exigia resposta imediata. O West Ham conseguiu ser mais agressivo, criou com mais eficiência e, por boa parte do confronto, ditou o ritmo. Nuno admitiu que ainda há erros a corrigir, porém enxergou uma evolução clara na produção ofensiva da equipe.
Além do jovem, Jarrod Bowen e Dinos Mavropanos também deixaram suas marcas. Bowen converteu um pênalti que colocou o time em vantagem, enquanto Mavropanos apareceu duas vezes na súmula, uma a favor e outra contra, em uma partida movimentada e com chances dos dois lados.
Vitória alivia a pressão e expõe ajustes necessários
O placar de 4 a 2 dá ao West Ham um impulso importante na tabela e, sobretudo, na confiança. O time, que vinha pressionado pelo começo irregular, conseguiu terminar a rodada em posição mais confortável e com a sensação de que a temporada pode ganhar contornos mais estáveis a partir daqui. Ainda assim, o técnico fez questão de conter qualquer euforia.
Ao comentar os gols sofridos, Nuno apontou falta de atenção, concentração e determinação nos momentos decisivos. A observação faz sentido: o West Ham permitiu que o Wolves reagisse depois de abrir 2 a 0, com Marshall Munetsi descontando antes de a partida voltar a ganhar contornos mais favoráveis aos mandantes. Em jogos mais equilibrados, esse tipo de oscilação costuma custar caro.
Movimento fora de campo e próximo compromisso na Premier League
O dia também foi movimentado nos bastidores do clube. O zagueiro brasileiro Morato, ex-Nottingham Forest, chegou por empréstimo e voltou a trabalhar com Nuno. Ao mesmo tempo, Kaelan Casey e Jean-Clair Todibo saíram em movimentações temporárias, mostrando que o clube segue ajustando o elenco enquanto a competição avança.
Agora, o West Ham volta a jogar em casa no sábado, diante do Derby County. O adversário chega embalado após vencer o Portsmouth por 2 a 0 e aparece logo atrás na classificação. Para Nuno e seus jogadores, a tarefa será confirmar a reação e transformar a vitória sobre o Wolves em ponto de virada real, não apenas em um alívio passageiro.