Dinamarca impõe derrota à seleção do País de Gales e complica a situação no grupo
Derrota do País de Gales por 2 a 0 para a Dinamarca deixou a equipe de Craig Bellamy na lanterna do grupo na Liga das Nações. Em Copenhague, os galeses voltaram a passar em branco e saíram de campo sem pontos após duas rodadas, cenário que pressiona ainda mais a luta para evitar o rebaixamento na chave A4.
O revés também reforçou uma tendência incômoda: o País de Gales ainda não marcou gols na competição. Depois de perder para Portugal, em Lisboa, na estreia, o time voltou a encontrar dificuldades fora de casa e foi amplamente dominado pelos dinamarqueses, que responderam bem à própria pressão depois da derrota sofrida para a Noruega na rodada anterior.
Dinamarca castiga em bolas paradas
Os dois gols da Dinamarca nasceram de jogadas ensaiadas e cobranças de Mikkel Damsgaard, meia do Brentford. Logo após o intervalo, Ben Davies desviou para a própria meta e abriu o caminho para o time da casa. Mais tarde, Gustav Isaksen completou um chute desviado para definir o placar.
Antes disso, o jogo já mostrava um roteiro desfavorável aos visitantes. A Dinamarca teve um gol anulado pelo VAR, viu Damsgaard acertar a trave em chute de média distância e manteve o País de Gales encurralado em boa parte do primeiro tempo. A sensação era de que a vantagem poderia ter sido construída ainda antes do intervalo.
O contexto torna o resultado ainda mais valioso para os dinamarqueses. O ambiente da seleção também vinha carregado após críticas internas do capitão Pierre-Emile Hojbjerg às escolhas táticas, mas a equipe respondeu dentro de campo e terminou a noite com uma vitória segura. Em uma atuação de autoridade, chegou perto de ampliar a margem.
País de Gales sofre com pouca posse e pouca criação
Craig Bellamy já havia enfrentado um desafio grande contra Portugal, em um jogo perdido por 1 a 0. Em Copenhague, porém, o País de Gales teve uma apresentação ainda mais difícil de digerir. A equipe perdeu a maior parte das disputas, sofreu para sair jogando e quase não ameaçou de forma consistente.
O único lance mais perigoso no primeiro tempo veio em finalização de Connor Roberts, defendida por Filip Jorgensen em boa intervenção. Mesmo assim, a resposta foi isolada, sem sequência. Faltou controle da bola, sobretudo nas transições, exatamente o ponto que Ethan Ampadu destacou depois da partida.
O meio-campista foi direto ao reconhecer a decepção da equipe. Segundo ele, os galeses não apresentaram o nível esperado, especialmente na construção ofensiva. Também admitiu frustração com os gols sofridos em bolas paradas, um aspecto que o grupo costuma valorizar como ponto forte.
Craig Bellamy admite falhas e já mira a reação
Bellamy não suavizou a leitura do resultado. O treinador afirmou que a equipe não tratou bem a bola e acabou empurrada para trás durante quase toda a partida. Na visão dele, a Dinamarca venceu com mérito e foi superior em todos os setores relevantes.
O comandante também lamentou a forma como os dois gols surgiram, ambos em lances de bola parada. Ainda assim, tentou extrair algum valor pedagógico da noite em Copenhague. Para o treinador, jogos desse nível servem justamente para expor os ajustes que o time ainda precisa fazer.
A caminhada do País de Gales no torneio, porém, ficou mais pesada. Sem pontos e sem gols nas duas primeiras partidas, a seleção entra na terceira rodada em situação delicada. Na próxima quinta-feira, o compromisso será contra a Noruega e contra Erling Haaland, novo teste duro para uma equipe que precisa reagir rapidamente.
Dinamarca x País de Gales expõe contraste de momento no grupo
O duelo em Copenhague deixou claro o contraste entre as duas seleções neste início de Liga das Nações. A Dinamarca, apesar da pressão externa e da derrota recente, mostrou organização e agressividade. O País de Gales, por sua vez, saiu novamente sem conseguir transformar esforço em perigo real.
O problema não está apenas no placar. A diferença também apareceu na qualidade das ações ofensivas, na segurança defensiva e no aproveitamento das bolas paradas. Quando um time sofre dois gols em jogadas dessa natureza, a margem para recuperação fica muito menor.
Para o País de Gales, a próxima rodada ganha contornos decisivos. Já para a Dinamarca, a vitória recoloca a seleção no trilho e alivia o clima após dias turbulentos. Em um grupo equilibrado e exigente, cada ponto pesa — e, por enquanto, quem respira melhor é a equipe dinamarquesa, agora mais confortável na disputa pelo topo da chave.