Arsenal sente o golpe e vê a briga pelo título da WSL ganhar contornos urgentes
Arsenal já começa a lidar com um cenário incômodo na WSL. Depois de quatro rodadas, o time marcou apenas dois gols e viu a invencibilidade na competição chegar ao fim com a derrota para o Chelsea, em Stamford Bridge.
O resultado pesa não só pelo placar, mas pelo contexto. Um dos gols da temporada saiu apenas aos 50 minutos do segundo tempo no empate por 1 a 1 com o Manchester United, o que ajuda a explicar por que a equipe ainda não encontrou fluência ofensiva.
Com isso, as Gunners já estão sete pontos atrás do Manchester City na tabela. Ainda é cedo para decretar o fim da corrida, mas a margem de erro diminuiu de forma brutal.
Arsenal precisa reagir antes que a tabela fuja de vez
A situação ganhou ainda mais pressão porque a sequência de invencibilidade na WSL vinha desde 12 de outubro do ano passado. Esse tipo de série costuma sustentar confiança, controle emocional e até a sensação de que uma reação sempre pode vir no momento certo. Agora, essa proteção já não existe.
Depois da partida, a técnica Renee Slegers adotou um discurso de proteção ao elenco. Ela afirmou que acredita nas jogadoras e que os gols e os pontos vão aparecer, mas também deixou claro que o time precisa “conquistar o direito” de voltar a falar em disputa pelo título.
O recado é direto: o Arsenal ainda não fez o suficiente para se colocar como candidato confiável. E o calendário não oferece tempo para lamentos, já que o próximo compromisso é justamente contra o Manchester City, em 4 de outubro. A partida pode redefinir o tom da temporada.
Manchester United ganha liderança de Medina
Enquanto o Arsenal tenta se reencontrar, o Manchester United ganhou uma peça decisiva com Andrea Medina. A espanhola foi o grande nome da vitória sobre o West Ham e deixou claro por que era tratada como possível trunfo da equipe antes da bola rolar.
Medina participou de tudo o que importou. Criou as maiores chances do jogo, apareceu muitas vezes na área adversária, acertou o travessão e ainda marcou o segundo gol do United, aquele que consolidou o resultado. Não por acaso, terminou escolhida como jogadora da partida.
Foi uma atuação com cara de protagonista. Para um time que vinha de duas derrotas e um empate, a ex-jogadora da seleção sub-23 da Espanha pode ser exatamente a referência capaz de dar estabilidade ao projeto.
Liverpool quebra o incômodo histórico em Anfield
O Liverpool também saiu fortalecido da rodada ao vencer o Everton por 2 a 0 no clássico de Merseyside. O triunfo teve valor simbólico: serviu para encerrar uma sequência desconfortável de oito derrotas nos últimos nove jogos em Anfield.
O cenário começou a mudar cedo, com o gol de Beata Olsson, que trouxe alívio e colocou o jogo nos trilhos. A partir daí, o time controlou a partida com mais segurança e só precisava confirmar a vantagem. Cornelia Kapocs fez o segundo e fechou a conta.
O resultado ainda coloca o Liverpool à frente do Everton e reforça a boa largada na competição. O desafio, porém, continua pesado. A equipe tem pela frente uma viagem para Birmingham pela Women’s League Cup e depois encara o Manchester United fora de casa. Vencer o clássico e afastar o peso de Anfield ajuda, e muito, a encarar essa sequência.
Tottenham entra na conversa e Birmingham mostra sinais de vida
No outro extremo da tabela de ambições, o Tottenham chamou atenção ao golear o Aston Villa por 4 a 0. O time tem o ataque mais produtivo da competição até aqui, com 15 gols em quatro jogos, e sofreu apenas dois. A diferença de desempenho já começa a alimentar uma discussão maior.
As Spurs estão a dois pontos do líder Manchester City, mas a próxima sequência será o verdadeiro teste. London City Lionesses, Chelsea e Arsenal aparecem no caminho imediato. Se o time sair ileso dessa maratona, a conversa sobre título deixará de ser apenas especulação.
Já o Birmingham City, mesmo sem vencer, saiu de campo com motivos para olhar para frente. O empate por 3 a 3 com o Crystal Palace expôs fragilidades defensivas, inclusive com erros caros, mas também mostrou volume ofensivo suficiente para acreditar na primeira vitória. O time somou mais finalizações e mais presença na área adversária, algo animador para uma equipe que está de volta à elite depois de quatro anos.
Na prática, a rodada desenhou uma WSL em que o Manchester City segue com vantagem, o Arsenal precisa correr atrás do prejuízo e clubes como Tottenham e Liverpool começam a pedir espaço na conversa. Para acompanhar a competição e o calendário internacional do futebol feminino, vale conferir também a FIFA.