Tottenham avança por Cody Gakpo e empurra Liverpool para nova disputa no mercado
Cody Gakpo ficou mais perto de trocar o Liverpool pelo Tottenham após um avanço importante nas conversas sobre seus termos pessoais. O acordo ainda não está fechado entre os clubes, mas o cenário já aponta para uma negociação em estágio adiantado e com efeito em cadeia para os dois lados.
Enquanto os Spurs se aproximam de mais um reforço ofensivo, os Reds enfrentam um problema nada simples: encontrar um substituto de peso para o atacante holandês em meio à reformulação do elenco. A prioridade do Liverpool, neste momento, virou Bradley Barcola, do Paris Saint-Germain, mas a pedida dos franceses trava qualquer progresso mais rápido.
Gakpo se aproxima do Tottenham em meio à reformulação do elenco
As informações indicam que Tottenham e Gakpo já alinharam os pontos principais do contrato, restando apenas o acerto definitivo entre os clubes. A negociação ganhou força porque os londrinos seguem ativos no mercado e não escondem a intenção de elevar o nível técnico do ataque.
O movimento faz sentido dentro do momento do clube. Depois de duas temporadas seguidas terminando em 17º lugar e escapando por pouco do rebaixamento na Premier League, o Tottenham adotou uma postura agressiva na janela e já investiu alto em reforços. Nomes como Sandro Tonali, Matheus Fernandes e Jan Paul van Hecke fazem parte dessa reconstrução pesada.
Roberto De Zerbi, que lidera esse novo processo, quer um elenco mais forte e mais profundo. Gakpo, pela experiência e pela versatilidade no setor ofensivo, se encaixa bem nessa lógica.
Liverpool trava com o preço de Bradley Barcola
Do lado vermelho de Merseyside, a saída de Gakpo obriga o clube a agir com rapidez. O principal alvo para recompor o ataque é Bradley Barcola, mas o Paris Saint-Germain não demonstrou qualquer disposição para facilitar a vida do Liverpool.
Mesmo com a chegada de novos nomes ao elenco parisiense, como Mika Godts e Ferran Torres, o PSG não parece pressionado a vender. A pedida gira em torno de £145 milhões, valor que complica bastante qualquer avanço e coloca o negócio em compasso de espera.
Esse impasse preocupa porque o Liverpool vive uma transição sensível. A saída de Mohamed Salah encerra uma era, e a diretoria precisa equilibrar renovação com competitividade imediata. Sem Barcola, o plano para manter o peso ofensivo do time perde força.
As alternativas do Liverpool enquanto a negociação segue aberta
Enquanto tenta resolver a questão Barcola, o Liverpool já reforçou o setor com Victor Munoz, que chegou do Osasuna e atua principalmente pelo lado esquerdo. É uma adição útil para dar amplitude ao elenco, mas ainda longe de responder sozinho à saída de um nome importante como Gakpo.
O clube também deposita expectativa em Rio Ngumoha, jovem talento visto internamente como uma peça promissora para a nova fase. A aposta em jogadores mais jovens faz parte da estratégia, mas ela precisa caminhar ao lado de contratações que sustentem o nível competitivo em uma temporada exigente.
Além disso, o departamento de recrutamento acompanha outras possibilidades. Ibrahim Mbaye, companheiro de Barcola no PSG, também entrou no radar, o que mostra que Anfield já considera caminhos paralelos caso a primeira opção siga emperrada.
Últimos dias da janela podem mudar o rumo da negociação
Com o fim da janela se aproximando, o Liverpool sabe que não pode ficar preso a uma única conversa. Se o PSG mantiver a postura firme por Barcola, o clube inglês terá de acelerar alternativas e evitar um vácuo no setor mais sensível do time.
Para o Tottenham, o cenário é mais direto: concluir a chegada de Gakpo e, quem sabe, adicionar Savinho, do Manchester City, para fechar um ataque remodelado. A diretoria já bancou forte investimento para tirar o time da zona de risco e dar a De Zerbi um elenco mais competitivo.
Nesse contexto, Gakpo aparece como uma peça quase pronta para o encaixe. Se o acerto financeiro entre os clubes vier, o Tottenham dará mais um passo na reconstrução; se não vier, o Liverpool seguirá preso à busca por um substituto caro e difícil de tirar de Paris.