Chelsea sofre com baixas, vê Mudryk voltar e cai para a Juventus em Hong Kong
FIFA Chelsea teve uma noite de contrastes em Hong Kong: perdeu por 1 a 0 para a Juventus, mas recebeu sinais importantes do departamento médico e também comemorou o retorno de Mykhailo Mudryk aos gramados. Depois da partida no Kai Tak Stadium, Xabi Alonso atualizou a situação de Levi Colwill e Cole Palmer, preservados por conta de desconfortos antes do amistoso de pré-temporada.
O treinador explicou que os dois não estavam lesionados de forma grave, e sim com incômodos que recomendavam cautela. A decisão de deixá-los fora da lista de relacionados, portanto, foi preventiva. A ideia, segundo Alonso, era evitar qualquer risco desnecessário em um jogo de preparação que ainda faz parte da montagem do elenco para a temporada.
Colwill e Palmer são preservados por precaução
Alonso foi direto ao comentar a ausência da dupla. No caso de Palmer, o técnico fez questão de descartar que o problema tivesse relação com uma antiga questão na virilha, algo que exigiu atenção em parte da última temporada. A indisposição, de acordo com ele, foi resultado de um contato sofrido no duelo contra o Tottenham.
Colwill, por sua vez, já havia ficado fora do treino aberto da última terça-feira, enquanto Palmer trabalhou de forma individual em relação ao restante do grupo. O cenário reforçou a escolha do Chelsea de não acelerar o retorno dos atletas. Em uma fase como a pré-temporada, a comissão prefere perder um jogo do que arriscar a condição física de peças que podem ser decisivas ao longo do ano.
Returno de Mudryk anima a pré-temporada do Chelsea
Se a noite trouxe preocupação com os desfalques, também reservou um momento simbólico para o clube. Mykhailo Mudryk voltou a atuar depois de quase dois anos longe dos gramados, entrando no lugar de Nicolas Jackson já na reta final do segundo tempo. O atacante de 25 anos teve a punição antidoping retirada na semana passada e enfim reencontrou o campo.
Alonso tratou o retorno como um episódio emocional para todo o ambiente do clube. Antes da partida, o técnico já havia planejado dar ao jogador entre 10 e 15 minutos em campo, o que ajudou a transformar a volta em algo ainda mais marcante. Para Mudryk, foi o fim de uma espera longa; para o Chelsea, um passo de reconstrução em meio à preparação para a nova temporada.
Juventus aproveita chance e vence por 1 a 0
Dentro de campo, a Juventus foi mais eficiente. O gol saiu na metade do segundo tempo, em finalização de Edon Zhegrova de fora da área, acertando o ângulo e decidindo o amistoso. O Chelsea até conseguiu limitar os italianos a outra finalização no alvo durante toda a partida, mas não encontrou resposta ofensiva para buscar o empate.
O resultado não altera o caráter preparatório da excursão, porém expõe pontos que Alonso ainda precisa ajustar. A equipe começou bem, controlou os primeiros 30 a 35 minutos e criou oportunidades. Depois, perdeu um pouco da organização, especialmente quando a partida passou a ter muitas trocas e menos estabilidade coletiva.
Xabi Alonso vê processo em andamento antes da estreia oficial
Na avaliação do treinador, a queda de ritmo no fim do primeiro tempo e as várias mudanças após o intervalo explicam parte do que se viu em Hong Kong. Para Alonso, o momento ainda é de construção, com minutos sendo distribuídos entre os jogadores e com a equipe buscando consistência em diferentes contextos. É um estágio típico de pré-temporada, mas que já serve como termômetro.
O Chelsea ainda tem dois compromissos antes de voltar a Londres. No sábado, 8 de agosto, enfrenta o Milan no GBK Stadium, na Indonésia. No domingo, 9, encerra a turnê de preparação contra o Johor Darul Ta’zim, no Sultan Ibrahim Stadium, na Malásia. Depois disso, Alonso fará sua estreia no comando em Stamford Bridge, no amistoso final contra a Real Sociedad, no sábado, 15 de agosto.