O Brasil não chega como o elenco mais temido para a Copa do Mundo de 2026, mas seria um erro tratar a seleção como coadjuvante. Com Carlo Ancelotti no comando e um ataque cheio de alternativas, a principal dúvida hoje está no centro da área: João Pedro ou Igor Thiago para liderar a linha ofensiva na América do Norte.
Disputa aberta no comando do ataque
Se Vinicius Junior, Raphinha, Matheus Cunha e Estêvão garantem velocidade, drible e agressão pelos lados, a função de referência ainda pede ajuste fino. Sem Rodrygo, fora após grave lesão no joelho, o treinador italiano ganhou uma dor de cabeça das boas. João Pedro, contratado pelo Chelsea após passagem pelo Brighton, parecia largar na frente. Aos 24 anos, soma 14 gols e 5 assistências na Premier League, números que sustentam a candidatura.
Mas Ancelotti mexeu no tabuleiro ao chamar Igor Thiago pela primeira vez. O atacante do Brentford teve a estreia na Inglaterra atrapalhada por lesões e fez só oito partidas de liga no primeiro ano, quase sempre saindo do banco. Nesta temporada, porém, virou surpresa real: marcou 19 vezes na Premier League e só ficou atrás de Erling Haaland no recorte de artilharia citado no entorno da convocação. Não é detalhe. É pressão de verdade sobre a hierarquia.
O sistema pode decidir mais que o nome
A escolha passa menos por gosto pessoal e mais por modelo de jogo. Ancelotti historicamente se sente confortável no 4-2-3-1, estrutura que favorece um atacante capaz de sair da área, tabelar e acionar quem vem de trás. Aí João Pedro cresce. Ele participa mais da construção, toca mais na bola e oferece conexão com os pontas, algo valioso para potencializar Vinicius Junior e Raphinha.
Igor Thiago entrega outra coisa. É mais camisa 9 clássico, mais choque, mais área, mais disputa física. Em um time que precise empurrar zagueiros para dentro da própria área ou atacar cruzamentos com frequência, seu perfil pode encaixar melhor. Nos amistosos recentes, o técnico chegou a testar um 4-4-2, com Vinicius Junior e Cunha na frente, sinal de que o repertório segue aberto. Curto e grosso: não há decisão definitiva.
Brasil talvez não assuste mais, mas segue perigoso
Espanha, França e Inglaterra parecem hoje mais redondos como conjunto. Ainda assim, o Brasil tem profundidade ofensiva e margem tática, dois ativos que costumam pesar em torneio curto. Endrick voltou ao grupo após boa arrancada em Lyon, embora ainda pareça cedo para colocá-lo como solução principal. O cenário mais lógico, neste momento, aponta para João Pedro como titular e Igor Thiago como plano B imediato.
Não é uma disputa menor. É uma escolha que pode moldar o jeito de a seleção atacar no Mundial. Se Ancelotti conseguir equilibrar criatividade pelos lados com presença por dentro, a equipe pode não ser a favorita óbvia do verão, mas continua com material suficiente para brigar seriamente pelo hexacampeonato. Para quem busca as melhores opções para apostar na Copa, confira nossa lista de casas de apostas recomendadas.