Arsenal salva ponto no fim, mas desperdiça chance de firmar candidatura na WSL


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Arsenal salva ponto no fim, mas desperdiça chance de firmar candidatura na WSL

FIFA Arsenal não pode se acostumar com empates se quiser entrar de verdade na briga pelo título da Women’s Super League. O time de Renée Slegers arrancou um 1 a 1 com o Manchester United nos acréscimos, em casa, graças a Smilla Holmberg, mas o resultado deixou mais dúvidas do que alívio no Emirates.

O gol tardio preservou a invencibilidade do Arsenal como mandante sob o comando da treinadora, mas a sensação geral foi de oportunidade perdida. Diante de um United que ainda expõe fragilidades defensivas e já sofreu sete gols neste início de temporada, as Gunners produziram pouco para transformar posse em vantagem real.

O empate também reforçou um incômodo que acompanha o clube há mais tempo: a dificuldade de se impor quando a partida pede mais agressividade e precisão. Em vez de atropelar um adversário em construção, o Arsenal voltou a esbarrar em um roteiro conhecido, com volume insuficiente para resolver cedo e espaço demais para a frustração crescer.

Arsenal e o problema de transformar domínio em vitória

O cenário da tabela ainda é curto, claro, mas o começo liga o alerta. Com cinco pontos em três partidas, o Arsenal aparece apenas em sexto lugar numa liga ampliada para 14 clubes, com 26 rodadas no total. O formato dá mais margem para recuperação, embora isso não apague o custo de tropeços em sequência.

O ponto conquistado no fim pode até ganhar valor com o passar das semanas. Porém, neste momento, ele soa mais como sintoma do que como solução. A equipe segue sem sinais convincentes de que conseguirá acompanhar, rodada após rodada, quem estiver mais forte na disputa.

O ataque, sobretudo, chama atenção pelo contraste entre intenção e efetividade. Foram 60 finalizações e apenas dois gols, um rendimento abaixo do esperado diante do volume criado. Para um time que deseja brigar no topo, essa conta pesa demais.

Arsenal precisa de mais agressividade no último terço

O empate com o United expôs um problema tático que os rivais já parecem compreender bem: basta um bloco compacto e disciplina para reduzir o Arsenal. A equipe circula a bola, encontra corredores, mas falta a faísca final para desmontar defesas organizadas.

Mariona Caldentey teve uma chance clara ao finalizar por cima após assistência de Alessia Russo. Stina Blackstenius também parou em Phallon Tullis-Joyce em cabeceio à queima-roupa. Chloe Kelly arriscou de longe. Foram tentativas legítimas, mas todas carregaram uma sensação de dúvida, como se faltasse convicção na hora de decidir.

Há perguntas naturais sobre o desenho ofensivo. Algumas peças parecem ocupar funções parecidas no meio-campo, enquanto a equipe ainda busca quem dite o ritmo a partir de trás. Nas pontas, a produção também ficou aquém: Lisa Baum e Olivia Smith somaram apenas um cruzamento e um drible entre si, embora Baum tenha deixado uma bola que deveria ter terminado em gol.

Slegers tem tempo, mas não pode repetir o padrão da temporada passada

Renée Slegers ainda está no começo do trabalho e seria precipitado condenar o time por três jogos. Mesmo assim, os sinais já apontam para um padrão perigoso. Na temporada passada, quatro empates antes do Natal praticamente tiraram o Arsenal da corrida pelo título, e a equipe não pode repetir esse roteiro.

O mais incômodo é que o elenco tem qualidade suficiente para oferecer algo maior. Em vez de atacar as fragilidades do rival, o Arsenal passou longos trechos da partida em postura passiva, como se esperasse o momento certo sem forçar esse momento a acontecer. Contra adversários mais sólidos, essa postura costuma custar caro.

Slegers precisa cobrar mais intensidade, melhor abastecimento pelas laterais e execução mais limpa na última bola. Também falta velocidade para transformar posse em vantagem e convicção para matar lances promissores. Enquanto isso não aparecer, empates assim vão continuar parecendo perdas, não passos adiante.

Olivia Holdt dá força ao Tottenham e vira nome da rodada na WSL

Se o Arsenal saiu do fim de semana com sensação de desperdício, o Tottenham viveu o oposto. Olivia Holdt brilhou na goleada por 7 a 0 sobre o Crystal Palace e mostrou por que vem chamando atenção desde fevereiro, período em que só Bunny Shaw marcou mais gols do que ela na competição.

O jogo foi decidido em uma sequência devastadora. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Spurs deslanchou com seis gols em 25 minutos e desmontou completamente o adversário. Holdt foi o grande nome da tarde com um hat-trick construído de maneiras distintas: em jogada ensaiada de lateral, em finalização instintiva dentro da área e em recuperação alta.

Na primeira atuação como titular do Tottenham nesta temporada, ela deixou uma impressão forte. É uma jogadora que combina mobilidade, chegada à área e capacidade de criar para as companheiras. Com o time subindo para a vice-liderança, o desafio agora é manter a consistência.

Autor

Jornalista esportivo sênior | 11 anos de experiência

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  • análise pré-jogo

Carlos Mendes é jornalista esportivo sênior com 11 anos de experiência na mídia esportiva brasileira e internacional. Formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Especializado no Campeonato Brasileiro Série A, Copa Libertadores e jogos da Seleção Brasileira. Ao longo da carreira, cobriu diversas edições da Copa América e outros grandes torneios internacionais. Segue um princípio claro: todo conteúdo deve ser baseado exclusivamente em fontes verificadas e estatísticas oficiais. No Ganhador24, é responsável pela análise pré-jogo, cobertura de torneios e análises aprofundadas dos principais eventos da temporada futebolística.

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