Murillo revela bastidores da saída do Marseille e aponta De Zerbi como responsável


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Murillo revela bastidores da saída do Marseille e aponta De Zerbi como responsável

Amir Murillo deixou o Olympique de Marseille de forma inesperada e, às vésperas do reencontro com o ex-clube, resolveu contar sua versão. O lateral panamenho afirma que a decisão de sair rumo ao Besiktas não partiu apenas de uma mudança esportiva, mas de uma exigência direta de Roberto De Zerbi nos instantes finais da janela de inverno.

A transferência, concretizada por 5 milhões de euros, chamou atenção justamente porque Murillo ainda era visto como uma peça confiável no elenco. Mesmo em uma temporada mais discreta em 2025-2026, ele seguia com mercado e reputação de jogador regular, capaz de atuar em diferentes funções pelo lado direito.

Amir Murillo e a saída do Marseille em plena janela de inverno

O panamenho deixou o clube francês em fevereiro, quando já se desenhava uma concorrência pesada no setor. Emerson ocupava espaço pela esquerda, enquanto Pavard e Weah apareciam como alternativas pelo lado direito, cenário que reduziu a margem de Murillo no time.

Apesar disso, a impressão interna era de que sua presença ainda podia ser útil. Ele vinha de três anos em Marselha e, em boa parte desse período, se firmou como uma solução segura, seja como lateral, seja como ala mais avançado.

Na avaliação do próprio jogador, porém, a decisão ganhou contornos pessoais. Murillo relatou que sentiu falta de respeito e afirmou que foi praticamente empurrado para fora do clube, algo que o marcou na reta final da passagem pelo Vélodrome.

Amir Murillo e a versão sobre o atrito com De Zerbi

Ao comentar o episódio, Murillo foi direto ao associar sua saída à postura do treinador. Segundo ele, o problema não tinha relação com o clube em si nem com o grupo, mas com uma situação específica com De Zerbi.

A leitura do defensor é clara: houve um desgaste que tornou a permanência inviável. Sem entrar em detalhes além do que já havia dito, ele deixou no ar a ideia de que a ruptura aconteceu de maneira abrupta e sem espaço para reversão.

Esse tipo de movimento costuma pesar ainda mais quando envolve jogadores que entregam consistência e versatilidade. No caso de Murillo, a mudança surpreendeu porque ele havia construído uma imagem de estabilidade ao longo da trajetória no Marseille.

O que Murillo representava no elenco do Marseille

Na temporada 2024-2025, o panamenho teve números que ajudam a explicar por que sua saída soou estranha. Foram 1 gol e 3 assistências na Ligue 1, além de um papel de titular praticamente incontestável no lado direito.

Essa produção teve impacto direto na campanha do clube, que naquela fase conseguiu a vaga na Liga dos Campeões. Murillo era visto como um jogador de confiança, capaz de manter intensidade defensiva e ainda apoiar o ataque com frequência.

Por isso, a venda para o Besiktas foi lida por parte da torcida como uma perda relevante. Não se tratava apenas de um reserva negociado, mas de um atleta com rodagem e utilidade tática em mais de uma função.

Reencontro com o Marseille na Europa League

Agora, o destino colocou Murillo novamente diante do antigo clube, desta vez com a camisa do Besiktas, na estreia da fase de grupos da Europa League. O duelo ganha um ingrediente extra justamente por causa do contexto da transferência e das declarações recentes do jogador.

Do outro lado, o Marseille também observa a situação com atenção. Em um elenco que vive escassez de alternativas em vários setores, a saída de um defensor experiente e polivalente tende a ser ainda mais sentida em determinados momentos da temporada.

Murillo, porém, chega ao confronto em posição oposta à que tinha há poucos meses: agora ele será adversário. E isso dá ao encontro um peso emocional que vai além dos três pontos, sobretudo pela forma como sua despedida foi narrada pelo próprio jogador.

Para quem acompanha a competição, o caso ajuda a medir como decisões de mercado podem alterar rapidamente o equilíbrio de um elenco. E, no meio disso tudo, o brasileiro pode até imaginar como um perfil como o de Murillo faria falta em várias equipes do continente, inclusive em contextos de desgaste físico e calendário apertado. Mais informações sobre o torneio podem ser conferidas em FIFA.

Autor

Jornalista esportiva e Editora | 12 anos de experiência

  • Futebol de clubes
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Fernanda Castelo é jornalista esportiva e editora com 12 anos de experiência na mídia digital e impressa. Graduada em Jornalismo pela PUC-SP, com especialização em Gestão Esportiva. Especializada no futebol de clubes brasileiro, mercado de transferências e aspectos financeiros do esporte. Acredita que o jornalismo esportivo deve ser honesto com o torcedor — sem clickbait e sem rumores não verificados. No Ganhador24, supervisiona a política editorial e produz conteúdos sobre o futebol de clubes no Brasil.

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