Keith Andrews critica o VAR após classificação do Brentford na Copa da Liga


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Keith Andrews critica o VAR após classificação do Brentford na Copa da Liga

FIFA e, mais amplamente, o debate sobre tecnologia na arbitragem voltaram ao centro da conversa depois das críticas de Keith Andrews ao uso do VAR. O técnico do Brentford afirmou que o sistema tem tirado dos árbitros a possibilidade de decidir com naturalidade durante as partidas, em um momento em que o assunto voltou a ganhar força na Inglaterra.

A manifestação veio após a vitória do Brentford por 2 a 1 sobre o Reading, fora de casa, resultado que valeu ao time a vaga na quarta fase da Copa da Liga Inglesa. Mesmo com a classificação, Andrews deixou claro que não saiu satisfeito com a atuação da arbitragem, especialmente por causa de um lance polêmico no primeiro tempo que anulou um gol de Paudie O’Connor, defensor do Reading.

Gol anulado no Reading x Brentford alimenta reclamações

O momento mais discutido da partida ocorreu quando O’Connor acertou uma bicicleta e balançou a rede, mas o árbitro Tom Nield invalidou o lance por considerar que houve jogo perigoso, em razão de um pé alto. A decisão irritou a comissão do Reading. Leam Richardson, técnico dos donos da casa, foi contundente ao avaliar o episódio e disse que aquilo estava entre as piores decisões que já presenciou na carreira.

Sem o auxílio do VAR nesta fase da competição, o julgamento de campo ficou definitivo. E foi justamente esse cenário que ampliou a frustração em ambos os lados. Em jogos de mata-mata, um lance assim costuma mudar completamente a leitura da partida, ainda mais quando não existe uma segunda checagem para corrigir o que o árbitro enxergou em campo.

Andrews, por sua vez, aproveitou o episódio para ir além do resultado da noite. Para ele, a tecnologia tem empurrado os árbitros para um papel excessivamente dependente de revisão, o que acaba reduzindo a autonomia de quem está no centro do jogo. O treinador defende que os profissionais voltem a apitar com mais confiança, mesmo correndo o risco de errar ocasionalmente.

Keith Andrews defende mais autonomia para a arbitragem

O técnico do Brentford afirmou que a semana tem sido difícil para os árbitros e sustentou que eles precisam voltar a “apitar o jogo” e agir como seres humanos, tomando decisões próprias. Na avaliação dele, houve um período recente em que a arbitragem deixou de decidir em certas áreas do campo justamente por causa da dependência tecnológica.

Andrews também lembrou que, quando era jogador, o relacionamento com os árbitros era marcado por respeito e diálogo. Na visão dele, esse equilíbrio se perdeu ao longo dos últimos anos. Agora, com a tecnologia sendo questionada em jogos decisivos, a pressão recai novamente sobre os profissionais de campo, que precisam retomar hábitos que ficaram em segundo plano.

Esse debate ganhou ainda mais peso depois de uma admissão pública de “erro de julgamento” em outro lance marcante do fim de semana. O episódio envolveu o gol da vitória do Manchester City sobre o Manchester United, no clássico de domingo, e reacendeu discussões sobre interferência em jogadas de impedimento e sobre o limite entre interpretação e revisão.

Erro no clássico de Manchester amplia o debate sobre o VAR

Na análise de Andrews, a validação do gol de Erling Haaland foi “preocupante”. O lance passou por discussão intensa porque havia dúvida sobre possível interferência de um jogador do City em posição irregular, com participação na jogada antes da finalização do atacante norueguês. O tema dividiu opiniões e alimentou o desconforto em torno da arbitragem inglesa neste início de temporada.

O treinador do Brentford não se limitou a apontar falhas isoladas. Para ele, o problema é mais amplo: os árbitros estariam sendo condicionados a depender demais da tecnologia, o que enfraquece a autoridade das decisões de campo. No entendimento do técnico, isso é prejudicial para o jogo e para os próprios profissionais, que passam a ser cobrados por uma precisão absoluta que nem sempre existe no futebol.

Ao mesmo tempo, o caso mostra como cada rodada pode virar um novo capítulo da mesma discussão. Quando o VAR entra em cena, a cobrança costuma ser por revisão detalhada; quando não está disponível, qualquer erro ganha peso redobrado. O resultado é um ambiente de tensão permanente, em que clubes, treinadores e torcedores questionam tanto o uso excessivo da tecnologia quanto a ausência dela em momentos-chave.

Para o Brentford, a noite terminou com classificação e mais um resultado positivo, mas o pós-jogo foi dominado por um assunto mais amplo do que a própria vaga. Andrews deixou claro que enxerga um futebol em que os árbitros precisam recuperar espaço para decidir, acertando ou errando, sem que a tecnologia substitua por completo a leitura humana do lance.

Autor

Jornalista esportiva e Editora | 12 anos de experiência

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Fernanda Castelo é jornalista esportiva e editora com 12 anos de experiência na mídia digital e impressa. Graduada em Jornalismo pela PUC-SP, com especialização em Gestão Esportiva. Especializada no futebol de clubes brasileiro, mercado de transferências e aspectos financeiros do esporte. Acredita que o jornalismo esportivo deve ser honesto com o torcedor — sem clickbait e sem rumores não verificados. No Ganhador24, supervisiona a política editorial e produz conteúdos sobre o futebol de clubes no Brasil.

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