FFF rompe com Infantino e retira apoio à reeleição na FIFA


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FFF rompe com Infantino e retira apoio à reeleição na FIFA

A FIFA perdeu mais um aliado importante: a Federação Francesa de Futebol (FFF) retirou oficialmente o apoio à reeleição de Gianni Infantino. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Comitê Executivo da entidade, em Paris, e reforça o movimento de pressão por mudanças no comando da entidade máxima do futebol.

Infantino caminha, por ora, para uma eleição sem oposição marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Só que o ambiente em torno do dirigente mudou bastante nas últimas semanas, depois das críticas à sua tentativa de estruturar um modelo comercial com participação de investidores privados em ativos ligados à Copa do Mundo e a outros grandes torneios da FIFA.

A posição francesa se soma a uma frente já formada por outros atores influentes do futebol internacional. UEFA, AFC e Concacaf vêm defendendo uma mudança no topo da FIFA e buscam uma alternativa considerada confiável para disputar o comando da entidade.

Decisão unânime em Paris fortalece bloco crítico

O recuo da FFF não surgiu de forma isolada. Nos últimos meses, federações europeias como a inglesa e a italiana também deixaram de sustentar a candidatura de Infantino. Agora, a França engrossa esse grupo e amplia o desgaste político do presidente da FIFA.

O comunicado da entidade francesa foi direto ao associar a mudança de posição a episódios recentes envolvendo a governança da FIFA e o próprio presidente. A FFF lembrou que havia apoiado Infantino em 29 de junho, quando ele ainda era o único nome na disputa pela sucessão, mas avaliou que as condições daquele respaldo já não existem.

Na prática, a mensagem é clara: para a federação francesa, o problema não se resume ao abandono de uma proposta específica. O ponto central passou a ser a forma como a FIFA vem sendo conduzida.

FFF contesta a governança da FIFA

Mesmo com o fracasso do projeto que previa a criação de uma empresa comercial ligada aos direitos da Copa do Mundo, a FFF entende que a questão institucional segue aberta. A entidade sustenta que o abandono da iniciativa não resolve as dúvidas sobre transparência, método e governança dentro da FIFA.

Esse foi um dos trechos mais incisivos da manifestação francesa: a federação afirmou que um plano com impacto tão amplo sobre o futuro do futebol não poderia avançar sem informação completa, consulta aprofundada e um processo de decisão realmente transparente. Em outras palavras, a crítica vai além do conteúdo da proposta e atinge a condução política do tema.

Além disso, a FFF apontou que as recentes iniciativas do presidente da FIFA abalaram a imagem e a unidade do futebol. A leitura da entidade é de que o desgaste institucional já ultrapassou o campo das ideias e passou a afetar a credibilidade do organismo.

Reforma da FIFA entra no centro do debate

Ao retirar o apoio a Infantino, a federação francesa também tentou posicionar sua atuação em um plano mais amplo. A FFF defende uma reforma profunda na estrutura de poder da FIFA, construída em diálogo com confederações, associações nacionais e demais agentes do esporte, como jogadores e torcedores.

O objetivo, segundo o comunicado, é criar um modelo capaz de combinar excelência e solidariedade no desenvolvimento do futebol. A linguagem escolhida pela entidade mostra preocupação com a direção política do jogo, mas também com a imagem pública da instituição.

Nos próximos dias, a FFF pretende abrir uma série de consultas com figuras francesas e internacionais reconhecidas por sua experiência em governança, inclusive fora do ambiente esportivo. A ideia é recolher propostas para reconstruir a confiança, ampliar a transparência e reforçar a independência da entidade que comanda o futebol mundial.

Eleição de 2027 ganha novo peso político

Mesmo sem rival declarado até aqui, Infantino chega à corrida eleitoral de 2027 com uma frente de oposição em expansão. A decisão francesa aumenta a pressão sobre o presidente da FIFA e dá mais densidade ao debate sobre o futuro do comando da entidade.

O cenário agora é menos confortável para o dirigente suíço, sobretudo porque a contestação parte de federações influentes e de blocos continentais relevantes. Ainda não há definição sobre quem pode surgir como alternativa viável, mas o simples fato de novas adesões ao campo crítico já muda o ambiente da disputa.

Como membro fundador da FIFA, a federação francesa quer ter peso nesse processo. E, ao retirar o apoio a Infantino, a FFF deixa claro que pretende participar ativamente da discussão sobre o rumo da governança do futebol mundial.

Autor

Jornalista esportivo sênior | 11 anos de experiência

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Carlos Mendes é jornalista esportivo sênior com 11 anos de experiência na mídia esportiva brasileira e internacional. Formado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Especializado no Campeonato Brasileiro Série A, Copa Libertadores e jogos da Seleção Brasileira. Ao longo da carreira, cobriu diversas edições da Copa América e outros grandes torneios internacionais. Segue um princípio claro: todo conteúdo deve ser baseado exclusivamente em fontes verificadas e estatísticas oficiais. No Ganhador24, é responsável pela análise pré-jogo, cobertura de torneios e análises aprofundadas dos principais eventos da temporada futebolística.

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