Arsenal estreia como favorito e divide opiniões entre ex-jogadores na corrida pelo título
FIFA e os números da elite do futebol europeu ajudam a dimensionar o momento, mas a discussão que cerca o Arsenal nesta temporada da Premier League passa, прежде de tudo, pela confiança de quem conhece bem a competição. Após encerrar um jejum de 22 anos e voltar a levantar o troféu inglês, o clube de Londres entra como defensor do título e, para muitos analistas, com força suficiente para repetir a dose.
O time de Mikel Arteta chega embalado por uma campanha que foi além da liga. Além do título nacional, o Arsenal avançou até as finais da Carabao Cup e da Champions League, parando por pouco na reta decisiva das duas competições. A sensação deixada pelo fim da última temporada, porém, foi de maturidade competitiva — e isso pesa bastante nas projeções.
As chegadas de Bruno Guimarães, Christos Tzolis e a contratação em definitivo de Piero Hincapie reforçaram ainda mais o elenco. O sinal mais forte, no entanto, veio dentro de campo: a vitória por 3 a 0 sobre o Manchester City no Community Shield reforçou a leitura de que o Arsenal começa o campeonato em posição privilegiada.
Arsenal ganha força nas projeções para a Premier League
A resposta dos comentaristas foi ampla e, em boa parte, convergente. Entre os nomes ouvidos, a maioria apostou no Arsenal como campeão novamente. Para Alan Smith, não há como ignorar o peso da equipe de Arteta, que, em sua visão, volta a terminar no topo. Martin Keown seguiu a mesma linha ao destacar Arsenal e Manchester City como as duas forças mais consistentes do futebol inglês, mas apontou a estabilidade do time londrino como diferencial.
Paul Merson foi ainda mais incisivo. Em sua análise, não vê um adversário capaz de travar os Gunners ao longo da campanha. Wayne Rooney, por sua vez, também enxergou potencial para um campeonato controlado pelo Arsenal, ainda que tenha projetado mudanças importantes nas posições logo atrás.
Steve Bruce reforçou esse pensamento ao citar o crescimento do elenco e a permanência da base como fatores decisivos. Peter Crouch, na mesma direção, colocou o Arsenal no topo da tabela em sua projeção de top 4 e demonstrou ceticismo em relação a uma candidatura do Liverpool ao título nesta edição.
Arsenal e Manchester City surgem como polo principal da disputa
Nem todos, contudo, veem a corrida tão aberta para os londrinos. Jamie Carragher apostou no Manchester City como campeão, sustentando sua escolha na proximidade entre as duas equipes na última temporada. Joe Cole também foi na contramão da maioria e escolheu o City, entendendo que o clube tende a ser ainda melhor do que na campanha anterior.
Nas análises dos dois, a leitura é parecida: Arsenal e City formam um bloco acima dos demais, e a disputa pelo título deve girar essencialmente entre eles. Cole, inclusive, destacou a ideia de continuidade no trabalho como um ponto relevante, embora tenha associado essa vantagem ao clube de Manchester em sua previsão.
Já Jamie O’Hara desenhou um cenário mais largo, com Arsenal em primeiro, City em segundo e Manchester United em terceiro. Na sequência, colocou Chelsea e Liverpool na parte intermediária do grupo de elite, antes de fechar com o Tottenham em sexto. A projeção, mesmo informal, reforça o espaço reduzido para surpresas na visão de vários ex-jogadores.
Continuidade de Arteta pesa mais do que o impacto das mudanças
Joleon Lescott resumiu de forma objetiva um argumento que apareceu em diferentes avaliações: o Arsenal tem menos obstáculos no caminho. Para ele, a continuidade de Mikel Arteta com o grupo e a confiança construída ao longo da última campanha colocam os Gunners em condição favorável para sustentar o nível.
Michael Owen foi além e afirmou que o Arsenal só precisaria “manter-se no mesmo patamar” para voltar a conquistar a Premier League. Na leitura dele, seria difícil encontrar outro time capaz de alcançar novamente a marca de 85 pontos, o que abriria espaço para uma defesa bem-sucedida do título.
Entre elogios à consistência, à força coletiva e às adições ao elenco, a mensagem geral é clara: o Arsenal entrou de vez no grupo que dita o ritmo da Premier League. Se as previsões vão se confirmar, é cedo para dizer. Mas, ao menos neste momento, os Gunners largam na frente também fora das quatro linhas.