Tottenham vive alerta médica às vésperas da estreia na Premier League


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Tottenham vive alerta médica às vésperas da estreia na Premier League

Lesões no Tottenham seguem no centro das atenções a oito dias do início da Premier League, com Roberto De Zerbi ainda sem respostas definitivas sobre peças importantes do elenco. A estreia será contra o Brentford, no Gtech Community Stadium, e a sensação no clube é de cautela máxima diante de um verão curto para alguns atletas e de uma preparação marcada por retornos graduais.

O cenário ganha ainda mais peso porque o Tottenham terá uma temporada incomum, sem competições europeias. Isso reduz o número de jogos, mas não elimina a necessidade de administrar cargas, especialmente em um grupo que já conviveu com problemas físicos relevantes nos últimos anos. Antes da partida oficial, o time encara o Hoffenheim em dois amistosos neste fim de semana, um no Tottenham Hotspur Stadium e outro, sem portões abertos, em Hotspur Way.

Lesões no Tottenham: os nomes que mais preocupam

Entre os casos que inspiram mais dúvida, Micky van de Ven chama atenção. O zagueiro renovou recentemente seu contrato, mas ainda não entrou em campo na pré-temporada desde o retorno após a Copa do Mundo. Ele também não participou das sessões abertas na turnê pela Nova Zelândia e pela Austrália, aparecendo apenas em trabalho leve na bicicleta em Sydney.

Nas atividades mais recentes, Van de Ven sequer apareceu com uniforme de treino, o que reforça a impressão de um cuidado extremo por parte da comissão e da equipe de preparação física. Mesmo sem alarme público, o fato de não ter jogado um minuto nesta fase torna improvável sua presença na estreia. A tendência é que Jan Paul van Hecke seja o escolhido para o duelo com o Brentford, possivelmente ao lado de Marcos Senesi ou Ben Davies.

Mohammed Kudus, por sua vez, vive processo oposto ao da pressa. O atacante parecia perto de voltar ainda em abril, quando retornou ao treinamento após três meses afastado por uma lesão séria no tendão do quadríceps, mas teve uma recaída que encerrou sua temporada e acabou com qualquer chance de Copa do Mundo.

Solanke e Maddison aceleram, mas o clube não quer correr riscos

Dominic Solanke também está sob observação. O inglês atuou por 45 minutos diante do Chelsea, apenas sua segunda aparição de pré-temporada, e depois ficou fora dos jogos contra Getafe e a equipe sub-21. Em entrevista recente, o centroavante afirmou que se sente pronto, lembrou de um ano difícil por conta das lesões e disse estar concentrado em permanecer saudável durante toda a campanha.

Apesar desse discurso otimista, a ausência nos compromissos seguintes liga o sinal de atenção. Se não participar dos amistosos contra o Hoffenheim, a probabilidade de vê-lo na estreia contra o Brentford cai bastante. Para o Tottenham, a lógica é simples: preservar agora pode evitar um problema maior logo no começo da competição.

James Maddison segue na mesma linha de monitoramento. O meia ainda não disputou um minuto da pré-temporada, depois de ter perdido boa parte da última campanha por causa da lesão no ligamento cruzado anterior sofrida no verão passado. Nesta semana, ele tratou de esfriar especulações nas redes sociais e afirmou estar bem após mais uma boa sessão com o grupo. Nas imagens divulgadas pelo clube, ele já apareceu mais integrado ao trabalho, o que abre a porta para minutos nos amistosos ou até um retorno gradual saindo do banco na próxima semana.

Kulusevski, Udogie e o longo caminho de volta

Dejan Kulusevski é outro nome que exige paciência. O sueco está há 15 meses sem jogar desde a complicada lesão no joelho sofrida contra o Crystal Palace, problema que tirou seu lugar por uma temporada inteira e destruiu o sonho da Copa do Mundo. O cenário vinha melhorando, com o atleta em trabalhos no gramado e em exercícios de finalização, mas ele não foi visto nas imagens mais recentes do clube.

Isso não significa, necessariamente, retrocesso. É possível que o atacante tenha seguido um cronograma diferente nesta semana. Ainda assim, o Tottenham deve continuar tratando sua recuperação com enorme prudência, sem qualquer tentativa de antecipar etapas. A expectativa é de uma atualização mais clara na coletiva da próxima semana.

Destiny Udogie completa a lista de preocupações imediatas. O lateral-esquerdo também não apareceu em nenhuma atividade de pré-temporada divulgada até aqui, embora De Zerbi tenha admitido ainda no início da excursão que ele havia sentido um pequeno problema. Em meados de agosto, a ausência já começa a pesar. Se não houver presença contra o Hoffenheim, o retorno pode demorar mais do que o desejado.

O Departamento médico do Tottenham terá trabalho até 2027

Entre os desfalques mais longos, Wilson Odobert e Xavi Simons representam a face mais dura dessa fase. Odobert sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior em fevereiro, durante a partida contra o Newcastle United, e já entrou para o grupo de jogadores que enfrentam uma recuperação extensa. O jovem francês vinha ganhando espaço, com 33 partidas, cinco assistências e dois gols, e agora mira o fim do ano como horizonte mais realista para voltar.

Xavi Simons também parou por lesão no ligamento cruzado anterior, sofrida diante do Wolves, em Molineux. O meia holandês começava a se destacar sob o comando de De Zerbi quando a contusão interrompeu a evolução. A previsão segue longa, com retorno projetado apenas para o início de 2027, dentro de um cronograma de cerca de nove meses.

O quadro geral deixa claro o tamanho do desafio às vésperas da abertura do campeonato. Com menos jogos na temporada e uma ideia de futebol intensa, o Tottenham precisa equilibrar ambição e prudência. Para acompanhar o calendário completo da competição, vale conferir também o site da FIFA.

Autor

Jornalista esportiva e Editora | 12 anos de experiência

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Fernanda Castelo é jornalista esportiva e editora com 12 anos de experiência na mídia digital e impressa. Graduada em Jornalismo pela PUC-SP, com especialização em Gestão Esportiva. Especializada no futebol de clubes brasileiro, mercado de transferências e aspectos financeiros do esporte. Acredita que o jornalismo esportivo deve ser honesto com o torcedor — sem clickbait e sem rumores não verificados. No Ganhador24, supervisiona a política editorial e produz conteúdos sobre o futebol de clubes no Brasil.

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